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quinta-feira, 17 de março de 2011

Será o cigarro uma bomba atômica?!

Olá, cientistas do cotidiano!

O mundo assiste, estarrecido, ao drama dos Japoneses, que, depois de tantas tragédias, ainda precisam administrar os constantes vazamentos radioativos de suas usinas.

Eu é que não queria material radioativo perto de mim! Deus me livre!

e você, queria?

você fuma? se fuma, queria, sabe porquê?

vejamos, passo a passo...

1° As plantações de tabaco recebem fertilizantes, que são feitos de rochas de fosfato (ricas em URÂNIO!). Na verdade o Urânio está presente normalmente no ambiente, mas em muito maior concentração nessas rochas de fosfato.

2° O Urânio-238 decai para chumbo-210, que é absorvido pelas raízes, daí para toda a planta (inclusive folhas).

3° Outra rota é o ar: O Urânio-238 também decai para Radônio-222 (um gás) e daí para chumbo-210, que se acumula nos tricomas (pequenos pelos) das folhas.

4° De decaimento em decaimento o produto final é o polônio-210, que é encontrado nos cigarros, quando transformados em fumaça levam o material radioativo para os pulmões.

Veja o infográfico que a revista Scientific American trouxe:

Mas, pensando bem, o superfosfato é usado em muitas outras culturas, desde pastagem para o gado até tomate ou soja, por exemplo. O polônio-210 não estaria em tudo o que a gente come?

Pois é, foi assim mesmo que esse problema foi descoberto por Vilma R. Hunt e colaboradores de Harvard, em 1964, eles sabiam que tudo o que era orgânico possuía esse elemento radioativo, mas descobriram que, nas cinzas dos cigarros não havia, pois perderam ao virarem brasa. Essa é a diferença para os alimentos! O polônio, depois de virar vapor, estaria se acumulando nos pulmões dos fumantes e sendo (só mais um) componente carcinógeno do cigarro.

Respondendo a pergunta do título: Não, o cigarro nãoé uma bomba, mas é mais radioativo do que imaginávamos não é?

Para saber mais: www.Scientificamerican.com/jan2011/polonium

Vi no:

Imagem e informação: Scientific American, fev/11

quarta-feira, 16 de março de 2011

Césio 137 - O pesadelo de Goiânia

Olá, cientista do cotidiano,


Você, com certeza está acompanhando as catástrofes do Japão, os jornais só falam disso. Primeiro foi terremoto, depois Tsunami e agora o pior: Sucessivos acidentes nucleares. Os japoneses acusam o governo de não informar devidamente a população, que está desesperada, aliás, segundo eles, até o próprio governo está em pânico.


Mas o Brasil também teve seu caso de acidente nuclear. Esse episódio foi muito bem retratado no filme CÉSIO 137 - O PESADELO DE GOIÂNIA, filme escrito e dirigido por Roberto Pires, teve roteiro baseado nos depoimentos das próprias vítimas da exposição desse fragmento radioativo em 1987.



Dois catadores de sucata encontram uma cápsula de chumbo em meio ao lixo. Resolvem abrir a peça e encontram um pó brilhante. Esse material rapidamente circula por vários lugares e entra em contato com muitas pessoas, inclusive um motorista de ônibus, que tansporta cerca de 1000 passageiros diariamente! pense na abrangência do acidente!


Foram 6 mil vítimas do Césio 137 e 60 mortos. No site do Greenpeace há uma apresentação de slides que conta um pouco sobre esse desastre. Veja em: http://www.greenpeace.org.br/

Vi no:
Filme: wikipedia
imagem: http://www.tioroni.com/
informações sobre Japão: Jornal A Tarde de 16/03/11.

Bom Filme e até o próximo post!