quinta-feira, 26 de abril de 2012

A invenção do microscópio óptico à descoberta das células.

 

 

 

 

     O desenvolvimento do microcópio óptico dependeu dos avanços na produção das lentes de vidro. Pelo século XVII, as lentes foram refinadas a ponto de tornarem  possível a fabricação de microscópios simples. Utilizando um instrumento como esse, Robert Hooke examinou um pedaço de rolha e em 1665 comunicou para a Royal Society de Londres que a cortiça era composta de uma massa de minúsculas cámaras, que ele chamou de ‘células’. O nome  ‘célula’ foi estendido até para as estruturas que Hooke descreveu, que eram apenas as paredes celulares que permaneceram depois que as células vegetais vivas dentro dela morreram. Mais tarde e alguns outros dos seus contemporâneos foram capazes de visualizar células vivas.

     Por quase 200 anos, a microscópia ópica permaneceu um instrumento exótico, disponível apenas para poucos indivíduos ricos. Foi apenas no século XIX que ela começou a ser amplamente utilizada para visualizar células. A emergência da biologia celular como uma ciência distinta foi um processo gradual para o qual vários indivíduos contribuíram, mas o seu nascimento oficial geralmente é dito ser marcado por duas publicações: uma pelo botânico Mathias Schleiden, em 1838, e a outra pelo zoólogo Theodor Schwann, em 1838. Nesses artigos, Schleiden e Schwann documentaram os resultados de uma investigação sistemática de tecidos vegetais e animais com o microscópio óptico, mostrando que as células eram os blocos universais de construção de todos os tecidos vivos.

 

 

     O seu trabalho e o de outros microscopistas do século XIX lentamente conduziram à compreensão de que todas as células vivas eram formadas pela divisão de células existentes – um princípio algumas vezes chamado de a Teoria da célula. A implicação de que organismos vivos não surgem espontaneamente, porém podem ser gerados apenas a partir de organismos existentes, foi ansiosamente contestada, mas ela foi finalmente confirmada por experimentos realizados nos anos de 1860 por Louis Pasteur.

 

 

     O princío de que as células são geradas apenas a partir de células preexistentes e herdam suas características a partir delas fundamenta toda a biologia e dá ao assunto uma única ideia: em biologia, as questões sobre o presente estão inevitavelmente ligadas às questões sobre o passado. Para entender por que as células e os organismos de hoje se comportam dessa maneira, precisamos entender a sua história, todo o caminho de volta às origens vagas das primeiras células sobre a Terra.

 

     A teoria de Darwin sobre a evolução, publicada em 1859, forneceu a compreensão-chave que torna essa história compreensível, mostrando como a variação randônica e a seleção natural podem orientar a produção de organismos com novas características, adaptados a novos meios de vida. A teoria da evolução explica como a diversidade surgiu entre os organismos que compartilham um ancestral comum. Quando combinada com a teoria celular, ela conduz a uma visão de toda a vida, a partir do seu início até os dias atuais, como uma vasta árvore familiar de células individuais.

 

Fonte: Fundamentos da biologia celular/Bruce Alberts – 2ª edição – Artemed, 2006.

 

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terça-feira, 13 de março de 2012

Inclassificáveis ( 3ª série - EM)



Aula 01- Atividade–Inclassificáveis (3ª série–EM)

 

Atividade do Caderno do Aluno 3ª série – Vol 1 – SEE – SP

 

Inclassificáveis

                                                                Arnaldo Antunes

 

que preto, que branco, que índio o quê?

que branco, que índio, que preto o quê?

que índio, que preto, que branco o quê?

 

que preto branco índio o quê?

branco índio preto o quê?

índio preto branco o quê?

 

aqui somos mestiços mulatos

cafuzos pardos mamelucos sararás

crioulos guaranisseis e judárabes

 

orientupis orientupis

ameriquítalos luso nipo caboclos

orientupis orientupis

iberibárbaros indo ciganagôs

 

somos o que somos

inclassificáveis

 

não tem um, tem dois,

não tem dois, tem três,

não tem lei, tem leis,

não tem vez, tem vezes,

não tem deus, tem deuses,

não há sol a sós

 

aqui somos mestiços mulatos

cafuzos pardos tapuias tupinamboclos

americarataís yorubárbaros.

 

somos o que somos

inclassificáveis

 

que preto, que branco, que índio o quê?

que branco, que índio, que preto o quê?

que índio, que preto, que branco o quê?

 

não tem um, tem dois,

não tem dois, tem três,

não tem lei, tem leis,

não tem vez, tem vezes,

não tem deus, tem deuses,

não tem cor, tem cores,

não há sol a sós

 

egipciganos tupinamboclos

yorubárbaros caratais

caribocarijós orientapuias

mamemulatos tropicaburés

chibarrosados mesticigenados

oxigenados debaixo do sol

 

by Universal Music Publishing MGB Brasil Ltda. / Rosa Celeste Empreendimentos Artísticos Ltda.

 

Questões

1) Sobre qual espécie a música faz referência? Como é possível perceber isso?

 

2) Nas estrofes 3, 4, 8 e 13, que recurso o autor utiliza para defender a ideia de que somos inclassificáveis?

 

3) A partir do texto, é possível afirmar que somos inclassificáveis apenas pela cor da pele?

 

4) Qual é a tese defendida por Arnaldo Antunes em sua música “Inclassificáveis”?

 

5) Qual é a sua opinião sobre o tema?

 

A centelha da vida ( 2ª série - EM)



A química da vida (2ª série - EM)



Aula 01–Componentes químicos da célula (2ª série–EM)

 

 

  • Água - 70% do volume celular é composto por água, que dissolve e transporta materiais na célula e participa de inúmeras reações bioquímicas.
  • Sais minerais - São reguladores químicos.
  • Carboidratos - Compostos orgânicos formados por carbono, hidrogênio e oxigênio. Exemplos: monossacarídeos (glicose e frutose); dissacarídeos (sacarose, lactose e maltose); polissacarídeos (amido, glicogênio e celulose). Que tem a função de fornecer energia através das oxidações e participação em algumas estruturas celulares.
  • Lipídios - Compostos formados por carbono, hidrogênio e oxigênio; insolúveis em água e solúveis em éter, acetona e clorofórmio. Exemplos: lipídios simples (óleos, gorduras e cera) e lipídios complexos (fosfolipídios). Tem participação celular e fornecimento de energia através da oxidação.
  • Proteínas - Compostos formados por carbono, hidrogênio, oxigênio e nitrogênio, que constituem polipeptídios (cadeias de aminoácidos). Exemplo: Albumina, globulina, hemoglobina etc. Sua função é na participação da estrutura celular, na defesa (anticorpos), no transporte de íons e moléculas e na catalisação de reações químicas.
  • Ácidos Nucléicos - Compostos constituídos por cadeias de nucleotídeos; cada nucleotídeo é formado por uma base nitrogenada (adenina, guanina, citosina, timina e uracila), um açúcar (ribose e desoxirribose) e um ácido fosfórico.
  • Ácido Desoxirribonucléico (DNA) - Molécula em forma de hélice formada por duas cadeias complementares de nucleotídeos. O DNA é responsável pela transmissão hereditária das características.
  • Ácido Ribonucléico (RNA) - Molécula formada por cadeia simples de nucleotídeos. O RNA controla a síntese de proteínas.
  • Trifosfato de Adenosina (ATP) - Tipo especial de nucleotídeo, formado por adenina, ribose e três fosfatos. Tem a função de armazenar energia nas ligações fosfato.

 

Cenário pequeno

segunda-feira, 12 de março de 2012

Aula 01–Categorias taxonômicas (3ª série–EM)

 

Cenário pequeno

>> A categoria taxonômica (táxon) básica é a espécie , que pode ser definida como um grupo de populações cujos indivíduos são capazes de cruzar entre si e produzir descendentes férteis em condições naturais.

Categorias taxonômicas

Espécie < Gênero < Família < Ordem < Classe < Filo ou Divisão < Reino.

Exemplos:

Garça – branca

Reino: Animalia

Filo: Chordata

Classe: Aves

Ordem: Cicaniiformes

Família: Ardeidae

Gênero: Casmerodius

Espécie: Casmerodius alba

 

pau – brasil

Reino: Plantae

Divisão: Magnoliophyta

Classe: Magnoliopsida

Ordem: Fabales

Família: Caesalpiniaceae

Ordem: Caesalpinia

Espécie: Caesalpinia echinata

 

Gif cachorro